Outro dia, numa roda de amigos, uma delas me falou com espontaneidade... "minha amiga adora seu CD para crianças... ela fez uma cópia do meu e seus filhos adoram."
Vi no seu rosto com clareza a total falta de má intensão sobre o assunto.
O raciocíonio que justifica isso é: se a amiga tem um aparelho que copia CD, por que não usá-lo? Se ela não tem dinheiro para adquirir ou se não tem tempo para sair e comprar, qualquer coisa assim, por que não copiar?
O problema é que o resultado, no meu caso, de ações assim é a diminuição catastrófica das minhas possibilidades de venda e de viver dignamente do meu trabalho com a música.
(E essa batalha não se resume a isso, saibam...)
Olha... assunto delicado...
Se você quer ouvir uma música, antiga, por exemplo, e não há mais CD disponível, se existe mas é de difícil acesso... e se você tem acesso a programas e sites que baixam músicas na hora... por que não fazê-lo? É o pensamento atual.
Não fazê-lo porque aquela música não lhe pertence enquanto você não tiver direitos sobre ela. Nesse caso os direitos são dados por compra ou cessão, na forma da Lei. Pense antes: o artista, autor dessa obra, me deu ou cedeu para que eu possa usufruir? Se a resposta for não, force mesmo uma grande barra, nade contra a correnteza, seja ovelha negra, alvo de piadas... tenha coragem de parecer obsoleto, mas não use o que não adquiriu por direito.
Não use. Não ouça. Não copie.
Pense consigo: isto não me pertence, não posso ter ou usar.
Difícil, não?
Uma corrente que, fortalecida, na ponta, vai diminuir os casos de outros, em outras áreas, que dizem: eu preciso do que é seu, você não quer me dar, então eu pego à força.
E isso pode levar sua vida.
E tem levado.
Saiba com mais precisão aquilo que é seu e o que não é.
Não usufrua daquilo que não conquistou por direito, simplesmente porque isso não é uma maneira que nos leva a um estado de direito para todos.
Eu vou me esforçar a partir de hoje a falar e fazer o que digo.
Abraços!