O pó da estrada
Desenhou no ar
De repente
Sinais
Em direção ao sol
Avisos
Para ir por ali
Ver o que há
Eu fui
Virei a esquina
E era o mundo
Que estava por lá
Tantas peles, tantos olhos
Gente comendo e bebendo ar
Montanhas de pessoas
Procurando, o que?
Viver... viver... amar
Sandálias no pó do chão
Pressa de ter
Possuir o pão
Bandeiras manchadas
Com a fome alheia
Cobrindo a mesa da ceia
Gente com olhos vidrados
Num falso eldorado
Entulhando avenidas
Lataria reluzente
Febre de poder
De gente sobre gente
Mas era tudo pó, de repente
E eu repensando o caminho
Dei a volta fiz a curva
E teci o meu cadinho