sábado, 24 de março de 2012
sexta-feira, 23 de março de 2012
O O que você não deve saber sobre morangos e paixões
Avisei a ela
Eu disse claramente
Nunca vá por aquele caminho
Porque lá tem muitos buracos
Onde se pode cair
Cheios de grandes morangos doces
E vermelhos
São saborosos sim
Mas os buracos são armadilhas
De onde é difícil sair
Um dia fui achá-la presa ao fundo
Ferida e sorrindo
Com a mão cheia de morangos
E a boca lambuzada
Eu disse
Largue esses morangos aí
Pegue a corda que eu lanço
Para que possa sair
Mas não me obedecia
São tão doces
Me dizia
Nunca comi nada igual
Eu pensei: fiz mal, muito mal
Jamais deveria ter falado de morangos
Somente sobre buracos
_______________________________________________________
What you may not know about strawberries and passions
I warned her
I said clearly
Never go that way
Because there has many holes
Where you can fall
Filled with big sweet strawberries
And red
They are so tasty
But the holes are traps
Where it is difficult to leave
One day I find her stuck on the bottom
Wound and smiling
With a handful of strawberries
And his mouth smeared
I said
Drop these strawberries here
Pick up the rope I throw
To exit from the bottom
But she did not obey
They are so sweet
She said
I have never eaten anything like
I thought I was wrong, very wrong
Should never have spoken about strawberries
Only about holes
I said clearly
Never go that way
Because there has many holes
Where you can fall
Filled with big sweet strawberries
And red
They are so tasty
But the holes are traps
Where it is difficult to leave
One day I find her stuck on the bottom
Wound and smiling
With a handful of strawberries
And his mouth smeared
I said
Drop these strawberries here
Pick up the rope I throw
To exit from the bottom
But she did not obey
They are so sweet
She said
I have never eaten anything like
I thought I was wrong, very wrong
Should never have spoken about strawberries
Only about holes
terça-feira, 20 de março de 2012
Apresento um lindo blog: SEMIÓTICAS
Na foto acima uma das fotos de Anna Mariani, fotógrafa aclamada, que captou centenas de imagens de fachadas nordestinas...
"poesia estranha de uma "miséria que não se expressa como miséria, mas como riqueza de linhas e aparências" (Baudrillard)
http://semioticas1.blogspot.com.br/2011/08/onde-moram-os-anjos.htmlhttp://semioticas1.blogspot.com.br/2011/08/onde-moram-os-anjos.html
Agradeço a minha amiga e pesquisadora Tatiana Oliveira por me apresentar a este material de Anna Mariani.
sexta-feira, 16 de março de 2012
O CÉTICO E O LÚCIDO
(autor desconhecido - enviado por e-mail por Rodrigo C. Martins)
- Você acredita na vida após o nascimento?
- Certamente. Algo tem de haver após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.
- Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?
- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.
- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa: A vida após o nascimento está excluída - o cordão umbilical é muito curto.
- Na verdade, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.
- Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida. E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.
- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.
- Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?
- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.
- Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não existe nenhuma.
- Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando, ou sente como ela afaga nosso mundo. Saiba, eu penso que só então a vida real nos espera e agora apenas estamos nos preparando para ela...
- Você acredita na vida após o nascimento?
- Certamente. Algo tem de haver após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.
- Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?
- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.
- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa: A vida após o nascimento está excluída - o cordão umbilical é muito curto.
- Na verdade, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.
- Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida. E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.
- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.
- Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?
- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.
- Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não existe nenhuma.
- Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando, ou sente como ela afaga nosso mundo. Saiba, eu penso que só então a vida real nos espera e agora apenas estamos nos preparando para ela...
domingo, 11 de março de 2012
Ah, que país
Ah, que país contente
A mulata que samba
Está desempregada
Ah, que país triste
O menino da gangue
Sabe sambar
MMt
Oh, what country
Oh, what a happy country
The girl that samba
is unemployed
Oh, what a sad country
The boy's gang
knows sambar
sexta-feira, 9 de março de 2012
Divagante
Eu queria tanto dizer...
O que mesmo eu queria?
Eu estava tão a fim de...
Será que seria bom?
Talvez, nós dois...
Não, vou começar outra vez:
Eu queria tanto falar...
Que então, nós dois...
Ou, talvez...
Será que seria bom?
sábado, 3 de março de 2012
Madruguei II
Ainda é lua
atrás da janela
e já acordei
Minguante
ela
apareceu
Janelas
acesas
dos prédios
insones
acompanham
o recado lunar
Madrugada
exalando luz
pelos poros
incandesce
a imaginação
devasta
o silêncio
das cores
descortina
sensações
ainda não
reveladas
Eliana Pichinine
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Eu recomendo o filme "Donnie Darko"...
Um filme realmente profundo, que nos leva a pensar que a vida é um conjunto de inesperados e a nossa frágil humanidade é um lugar de duros aprendizados.
É fundamental ver esse filme para que não nos conformemos com as atitudes supostamente educativas e que na verdade maquiam a fragilidade sem permitir que ela seja vista tal qual é: uma inocente criança dentro de nós que ao mesmo tempo precisa crescer e não perder sua beleza e sua capacidade de criar o novo.
http://www.youtube.com/watch?v=68Wel4ypljM&feature=fvst
Um filme realmente profundo, que nos leva a pensar que a vida é um conjunto de inesperados e a nossa frágil humanidade é um lugar de duros aprendizados.
É fundamental ver esse filme para que não nos conformemos com as atitudes supostamente educativas e que na verdade maquiam a fragilidade sem permitir que ela seja vista tal qual é: uma inocente criança dentro de nós que ao mesmo tempo precisa crescer e não perder sua beleza e sua capacidade de criar o novo.
http://www.youtube.com/watch?v=68Wel4ypljM&feature=fvst
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Quadro Imaginário
Brisa sobre a pele
Voz longínqua sussurrante no ouvido
Imaginária mão
Deslizando em pensamento
Saudade
Saudade
Cabelo esvoaçando
Coração batendo
Lembranças imprecisas uma a uma
Escorrendo na memória
Saudade
Saudade
No quadro da parede
Do quarto imaginário
Há uma mulher nua
Esperando por alguém
Saudade
Saudade
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