quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Menininha/ Little girl

Acabei de plantar a semente da flor
Da flor mais linda que vi
fiz o buraquinho com carinho
beijei a flor dentro da casca
Coloquei a semente devagar
Molhei a flor com água pura
Cobri com terra boa
E já tem horas que estou aqui
Esperando a flor que insiste em demorar

Eu sou uma menininha


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I just plant a seed of the flower

The most beautiful flower I have seen

I made the hole with affection

kissed the flower inside the shell

I put the seed slowly

I wet my future flower with pure water

I covered with good soil

And  now

I'm here waiting the flower

that insists in to  linger





I'm a little girl

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Nada no espelho



Vai chegar
Vai chegar
Vai chegar
Um instante em que o encanto
Parece cansar
Natural
Devagar
Sem nenhuma explicação

A imagem no espelho
Trinca, estilhaça
E cai
Quem recolhe
Os cacos
Pode ser que prefira
Assim
Esbravejam aqueles
Que têm horror a um fim

Vai chegar
Vai chegar
Qualquer coisa
Mas o horizonte não
Utopia de amor
Nunca chega a nenhuma conclusão
Uma coisa
Não tem jeito
E só quem ama  é que sabe bem
No espelho em pedaços
Ou inteiro
Não mora de fato ninguém

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Não é ao outro que procuramos no espelho.

Nâo é o outro que estilhaça.
A paixão estilhaça diante da consciência aflitiva
que é impossível transformar o outro
num mesmo eu.
Porém o amor nada procura no espelho.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Felicidade - Parte 1 - Happiness part one

 FELICIDADE É...  HAPPINESS IS...

Um lugar para sentar no trem das seis e  um vendedor de amendoim! Três por um real!!!!

A place to sit in the train of six and a seller of peanuts! Three for one real!!

domingo, 6 de janeiro de 2013

Bem-vindo/Welcome



Bem-vindo

Se queres me ver saindo
Se queres me ver calando
Se queres me ver voando
Se queres me ver me dando
Bem-vindo
Se queres ser distraído
Se queres ser dividido

Se queres abrir a porta
E me ver partindo
Bem-vindo


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Welcome

If you want to see me out

If you want to see me silent

If you want to see me flying

If you want to see me giving me

Welcome

If you want to be distracted

If you want to be divided

If you want to open the door

And
see me fading
Welcome

Eu não sei/I do not know

Quase nada sei...
O presente me chama
O tempo todo
E tudo o que faço
É dizer sim
Não
Ou talvez

Não tenho discursos prontos
Nem amores amados
Por isso o dia nasce
E é sempre uma surpresa

Daquilo que dói
eu choro
Do que é feliz
Eu rio
Na euforia
eu canto e danço
Disponho a cada instante
As minhas mãos
E pés

Quase nada sei
Por isso muito vivo
Pois se faltarem palavras
E quase sempre ocorre
A vida vem e me transborda

Tudo o que posso fazer
Quanto a isto
É torcer que multipliquem
Pessoas que leiam olhos
Com seus brilhos todos
E lágrimas
 
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I do not know nothing
 
 
 
I know almost nothing ...
The present calls me 
All the time
And everything I do
Is to say yes
not
or maybe

I don't have speeches ready
Neither loves beloved
So the day comes
And it's always a surprise

What hurts
I cry
What is Happy
I laugh
in the euphoria
I sing and dance
Disposal every moment
My hands
And feet

I know almost nothingFor this reason
I live  very much
If I miss words
And almost always occurs
Life comes and overflows me

All I can do
In this regard
Is cheering that multiply
People who read eyes
With all their sparkles
And tears

sábado, 5 de janeiro de 2013

Estou tão calada/I'm so quiet



Ah eu estou tão calada
Vestida de silêncio
E nuvens

Ah eu estou tão quieta
Olhando a janela
A tela
O nada

Um ponto distante
Me atrai
Me faz assim
Calada


Sentindo
Sentindo
E mais nada
Mais nada

Ah eu estou tão aqui
Na janela voltada
Para aquele lugar do desejo
Onde não vejo

Você

Calada
Sentindo
E mais nada
Mais nada

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Oh I'm so quiet

Dressed of silence

And clouds



Oh I'm so quiet

Looking through the window

The screen

Nothing



A distant point

attracts me

Makes me so

Quiet



feeling

feeling

And nothing more

nothing more



Oh I'm so here

In the window facing

To that place of desire

Where I do not see

you


Quiet

feeling

And nothing more

Sumiu/Vanished

Porque virei a esquina e não encontrei
Porque você não estava quando  eu chamei,
porque você não está mais em lugar nenhum,
não quer dizer que o amor acabou .
Não quer dizer que o amor desistiu.

Isso quer dizer apenas que foi você,
e não o amor,
que sumiu.

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Because I turned the corner and not found

Because you were not when I called,

because you're at nowhere,

does not mean that the love is gone.

Does not  to say that the love  gave up.

This means only that  you,

and not love,

Vanished.

Da nova série MULHERES INCOMUNS (?) - Parte 1 A mulher apaixonada

From the series "Women Unusual" - Part 1 Woman in love



Vingança por amor/Revenge for Love


Juro que desejo falar desse furor louco que me acometeu a mente, até agora tão equilibrada: a vingança por amor.
E nem quero saber dessa coisa de juízo de valor. Não me venham com aquelas palavras mansas na tentativa de me doutrinar. Sou uma mulher apaixonada em fúria e fogo e tudo o que eu quero agora é me vingar da ausência obrigatória, da falta de escolha, desse silêncio orgulhoso ou sei lá de que tipo, que me obriga a engolir todo e qualquer sentimento. Até mesmo essa desventurada força súbita de me vingar contra o tempo. 
É. É isso mesmo. Estou com ódio mortal de nada mais nada menos do que o tempo. E me sinto o próprio Don Quixote com essa lança enorme esbravejando contra o que, eu nem sei. 
Porque não posso dar na cara dele, não posso rasgar sua roupa, não posso riscar o tempo da minha agenda de telefones, não posso deletá-lo do facebook, bloquear seu e-mail.
Não me peça para explicar em detalhes, porque não vou, qual a razão dessa minha ira contra o tempo.
Mas, saibam, tenho um motivo fortíssimo que é a paixão. 
Eu estou fervendo, em ebulição, de paixão louca. Se não bastasse ser paixão, ainda é daquelas que comicham, que ardem, que deixam manchas vermelhas na pele. Então, a culpa disso é do tempo, que não se dá a todos com a mesma igualdade. Que reserva-se para uns em longos minutos, ou horas, dias, meses, anos e para mim, nada ou quase nada.
Estou terrível e profundamente magoada com ele.
Porque me pune. Sei lá exatamente porque, mas me pune. Simplesmente isso. 
Devo ter um tipo de culpa no cartório daquelas que não estão no altar, salvas pela crença. Ela está largada na sarjeta, jogada às moscas e não há ninguém rezando por ela.
Porque deve ser uma autêntica culpa, já que o tempo não me reserva a não ser segundos tão, mas tão fugidios de paixão, que quase enlouqueço tentando prendê-los ou esticá-los. 

Que ódio estou do tempo.
Que ódio.

E foi ele, e só ele, sem respeito algum aos apaixonados, que, não satisfeito,  inventou até mesmo o fuso horário (só para contrariar o desfuso horário dos que amam loucamente).
Odeio de morte o fuso horário.
Aos pequenos, menos. Os acima de quatro horas, quero matá-los todos e picá-los para misturar com a ração do meu cachorro.

Será que se o mundo fosse somente uma metade do que é hoje, isso tudo já não estaria resolvido? Por que dar uma volta inteira, 360 graus, se 180 já causaria muita dor evitável aos amantes? 
Mas não. Tinha que ser isso, essa longura dessincopada e eu aqui mordendo a fronha, roendo unhas. Irada.
Mas, me digam, como vou lutar contra esse inimigo feroz e contra a sua altivez? 
Somente no dia de hoje já fiz planos dos mais mirabolantes.
 Pensei em mostrar uma foto sexy minha, sorrindo, para mostrar a ele que eu nem ligo. E que posso muito bem ficar sem quem quer que seja e feliz. E mais: que posso rapidamente substituir uma coisa interessante por outra e esvaziar a gozação desse tal dono do mundo, senhor dos ponteiros mundiais! 

Juro que tentei e não só tentei como fiz. Fiz isso. Peguei a foto mais sexy e de pernas de fora que tinha e postei em tamanho gigante na rede social. Logo apareceram os que sacaram a deixa, óbvio. A foto era mesmo bonita, gostosa, insinuante e sexy. Mas, eu sorri vingada por quanto tempo? Por alguns minutos apenas. Porque nem mesmo se um ator ou cantor ou seja lá o que mais, gostoso, inteligente ou ambos ao mesmo tempo, entrasse e me convidasse para um vinho particular eu não iria. Eu brocharia! Porque o que eu mais queria... o tempo escondeu sei lá onde, em que maldito canto debaixo do seu tique taque.
Então pensei coisas piores a fazer. Sair da rede mágica e ir pra rua, marcar um encontro pele com pele, paquerar numa festa imensa, vestir uma coisa provocante, tomar vinho até sentir um torpor tal que não me lembrasse mais a razão da vingança ou mesmo que estivesse me vingando por qualquer coisa.

Mas, que nada. 

Não arredei pé. 

Fiquei à espreita de uma trégua. 

E Nada.

Nada.

Até agora, nada.

Só esse silêncio mau.
Esse silêncio ofensivo e sereno.
E essa cor cinza que vai me tomando quase toda até aqui, restando somente uma ponta dos meus olhos ainda esperançosos olhando para o relógio.
Lugar onde meu inimigo se aboletou e dali não sai.


Fim


(Translation into english soon)

Mais que o pensamento



"Vento me dilua, até a unidade fluida máxima, até deslocar-me leve e rápida, na velocidade da luz. Ceda-me por instantes o poder de passar pelo trânsito das cidades e depois, por dentro de troncos e folhas, de nuvens escuras, das turbulências, dos oceanos profundos, praias desertas, ilhas no meio do mar, sem parar. 


Não me fale, vento, que não é preciso mais que o pensamento, para chegar a imaginários portos. 

Meu coração tem mãos e quer tocar. 

Mas não consigo bater asas e voar!"

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Eu chorei/ I cried

https://soundcloud.com/mari-mari-tiscate/04-segredos-do-querer-2
Eu chorei



Hoje eu chorei de amor

Foi tão bonito

Aquela água quente de sal

Falava comigo

Declamava poemas

Que nunca ouvi

Era um silêncio

Uma paz

Uma dor



Havia um céu muito azul
 

E a seta imaginária

Mostrando ao norte

O sul

Procurei as aves que migram

Do frio

Para as praias do Rio

Mas não encontrei



Em mim o sal do mar

Escorria devagar

Era tanto amor

Transbordando

Que eu chorei


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I cried




Today I cried for love

Was so beautiful

The hot salt water


Spoke with me


Declaimed poems

that I've never heard


There was a silence

a peace

a pain



There was a very blue sky


And a imaginary arrow

Showing to the north

The southern

I searched the birds that migrate


From the cold

To the beaches of Rio

But I didn't found



In me the salt sea


Trickled slowly

Was so much love

That overflowed

That I cried