segunda-feira, 10 de junho de 2013

Socialismos/Socialisms




Não criar ou alimentar
Qualquer elite
Social, econômica, religiosa, artística,
intelectual, política e emocional.



Do not create or feed
any elite
social, economic, religious, artistic
intellectual, political and emotional.


MMt 



PS: my translation is bad... but I am trying to help you to understand better  what  my poems are saying or... who knows you can learn portuguese?

sábado, 8 de junho de 2013

Voar/Fly

Algo em mim quer voar
quer seguir a direção dos ventos
descansar
me confundir no ar
escapar pela fresta daquela última esperança
daquela última janela


Algo em mim quer fluir
 perseguir os tempos
crescer
transmutar
e sair pelo túnel do primeiro suspiro
daquele último amor



Something in me wants to fly
wants to follow the direction of the winds
take a rest
vanish into thin air
Through the crack of that last hope
Of that last window

Something in me wants to flow
wants to pursue the times
grow up
transmute
and leave through the tunnel of  first sigh
Of that last Love




MMt 



PS: my translation is bad... but I am trying to help you to understand better  what  my poems are saying or... who knows you can learn portuguese?

Outra vez/Again

ah
se tu queres ir
(não vá)
leva essa flor na lapela
e esse meu olho comprido
na memória

o meu olho cheinho de amor
guarda contigo
pois não há  como matar
os traços da lembrança:
seca a flor fica a semente

ah
se tu queres mesmo  ir
(não vá)
de jeito nenhum esqueça
que antes de partir
deves pensar duas vezes

se vais plantar a flor
do meu amor
nos jardins por onde andar
pois se plantar 
eu nascerei te amando outra vez

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Ah
if you want to go

(don't go)
take this flower on the lapel
and  my
long eye
in memory

 
My  look
chubby of love
saves with you
because there is no way of killing
traces of remembrance:
dried the flower stay the seed
 

ah
if you really wanna go

(don't go)
no way forget
that before leaving
you should think twice
 

if you're going to plant the flower
Of my love
in the gardens where
you will walk
Because if you will plant 
I will be born loving you again







MMt


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PS: my translation is bad... but I am trying to help you to understand better  what  my poems are saying or... who knows you can learn portuguese?

sexta-feira, 7 de junho de 2013

FINAL FELIZ/HAPPY END

Longos dias
merecem um final feliz
mesmo que terminem 
num tempo impreciso
Long days

deserve a happy ending

even when the ending

Is in an inaccurate time






imagem de/ image from
https://www.facebook.com/TartarugasVoam?ref=ts&fref=ts

Capitalismos/Capitalisms

Criar todos os males
E todas as curas
E ganhar alguma coisa grande com ambos



Create all ills
And all the cures
And earn  something big
With both




MMt

Contradição/Contradiction





Não vá
Minha contradição
Deixe-me voar
Prenda-me em seus braços
Eu não sei exatamente porque
Estou chorando

Venha
Não venha
Minha limitação
Deixe-me ficar
Dentro de sua prisão
Eu não sei exatamente porque
Quero morrer de paixão


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Go
Don’t go
My contradiction
Let me fly
Hold me in your arms
I don’t know exactly why
I’m crying


Come on
Don’t come on
My limitation
Let me stay
Inside your prision
I don't know exactly why
I want to die of passion



MMt

Punhais/Daggers

Como sei (me) ferir
Tenho todos os punhais afiados
Dos mais sutis aos prateados
Guardados em gavetas do porão

Todos os dias um assassinato
De alguém que poderia ter sobrevivido
De algo que poderia ter sido 
Bom

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Daggers


How do I know  hurt (me)
I have all sharp daggers
Of the most subtle till silver
Stored in basement drawers

Every day a murder
Someone who could have survived
Something that could have been
Good




MMt










Desencanto/Disenchantment

Pecado
Não sabe voar ligeira  e leve como o vento
E adivinhar as curvas do meu pensamento
Nem correr tão fluida quanto a água
No contorno das pedras
Não sabe cair, despencar
com charme
e ainda  fazer poeira de água pura
E azul
para encantar meus olhos
Mesmo em tempo de seca

Pecado
Não era quem eu pensava
Não sabe abrir devagar
E espalhar perfume
Mesmo em  manhãs geladas
E logo durante a geada
Quando mais preciso
Esconde o seu veludo
Se magoa por tudo
Só sabe reclamar


Pecado
Não sabe cantar como os pássaros
Como o raro Uirapuru
Com mistério e prazer
Mesmo na solidão da floresta
No escuro
À distância
Mesmo com medo
Como pode não saber?



Como pode não saber me perdoar
Pelo erro que não cometi?
Como não me encontrou 
No meu lugar nenhum à vista?
Como ousou apenas ser
Uma mulher comum?

Pecado...


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Sin

She doesn't  know how fly like the fast and slight wind
And riddle the curves of my thought
Doesn't run as fluid as water
On the boundary of  stones
Doesn't Know drop, plummet
with charm
and yet making dust of pure water
And blue
to delight my eyes
Even in times of drought



Sin

She was not who I thought
Doesn't know how to open slowly
And spread her fragrance
Even on frosty mornings
And just during the frost
When I need much more
Hides his velvet
Is grieved by everything

Just know complain


Sin
Doesn't sing like birds
As the rare Uirapuru
With mystery and pleasure
Even in the solitude of the forest
in the dark
In the distance
Even scared
How can  not know?



How may not know how to forgive myself
By the error that I did not commit?

How did she not met me
In my  nowhere in sight
How dare only be
Just an ordinary woman?


Sin ... 


MMt




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Imagem de/Image from Eunjung June Kim Atelier

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=325138977526614&set=a.251936638180182.62833.214059751967871&type=1&theater 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Paulo Leminski Toda Poesia



o silêncio
se mete a maltratar
me ditando
abreviaturas de mim
e,
quem sabe,
a mim mesmo me dilatando...





(obrigada a Ana Carolina Godoy Guimarães)

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Sem ar

Não joguei nenhuma rede
Que eu me lembre o lago continua lá
intacto
não costumo usar anzóis
nem sequer me alimento de animais

Mesmo assim sente-se aprisionado
porque tenho grande desejo de águas
porque desejo mergulhar fundo
para ver os peixes de perto
para sentir o seu toque na pele

Nâo construí uma piscina natural
no meu quintal
para fingir que não era prisão
o que é prisão de fato
somente fui até onde os peixes moram
e olhei nos olhos
foi assim que encontrei você

mesmo assim se vê apertado
criado em cativeiro
porque gosto do outro lado
o lado de dentro das coisas
porque gosto de saber como os peixes
respiram sem ar

Acabo por pensar
depois de vê-lo sumir
que mais oprimido se sente
quem deseja todo o mar
Para si 


MMt