Antigos seremos
Empunhando bandeiras
Mais valiosas que as vidas
Menos importantes que um naco de chão
A mais
A mais
Modernos seremos
Quando desfizermos o mistério dos enlaces
Mais parecidos com nós de marinheiro
Que nos prendem ao mastro da embarcação
Pois em mares bravios
Talvez seja preciso cair no mar
Para nos salvar
Contemporâneos
Seremos
Quando a vida
O chão
O mar
E a embarcação
Forem todos uma coisa só
Unidos por nenhum nó
Nenhum nó
(Para minha amiga Eliana Pichinine (versoseanversosfotogenicos.blogspot.com)
