Palavrório
Coisa perigosa é essa de descer o pensamento pela boca
Feito cachoeira
Se chove na cabeceira
Vem a força do rompante
E não deixa pedra sobre pedra
Na mente do ouvinte
Quero me embrenhar no mato
Pra falar com grilos e cigarras
Que ao final têm idéias muito boas
Sobre onde achar o que se coma
E quando vem o sol de frente
Coisa mais importante é saber
Das folhas verdes para grilo
E é bom não se enganar sobre o assunto
Porque vai que dá um rolo digestivo
E vire bugalho o alho
Mas sem palavrório
Porque grilos, cigarras e o que os valha
São de pouco papo e muito siso
Enquanto as pedras rolam boca a baixo
Uma canta e outro salta
Ou sejam vivem
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
sábado, 31 de janeiro de 2009
NASCER DE NOVO

Nascer de novo
De um susto se nasce de novo
De amor, de manhãzinha
Se nasce de um poema no muro
De nuvem no céu espiada
Se nasce de novo dum corte
Por milagre que pareça
Se nasce ainda depois
Da fruta mordida no chão esquecida
Nasce de novo o sabor
Num futuro imprevisto
Se nasce do que não é visto
De um inesperado sonho
Que aparece em noite escura
Se nasce de novo num canto
De uma perdida esperança
Que de tanto nascer de novo
De esperar nunca se cansa
De um susto se nasce de novo
De amor, de manhãzinha
Se nasce de um poema no muro
De nuvem no céu espiada
Se nasce de novo dum corte
Por milagre que pareça
Se nasce ainda depois
Da fruta mordida no chão esquecida
Nasce de novo o sabor
Num futuro imprevisto
Se nasce do que não é visto
De um inesperado sonho
Que aparece em noite escura
Se nasce de novo num canto
De uma perdida esperança
Que de tanto nascer de novo
De esperar nunca se cansa
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Mais nada

Mais nada
Calei
Não tenho mais o que dizer
Sou o próprio silêncio
Parado na esquina
Esperando o que há de vir
Cansei
Não quero mesmo fazer nada
Inventar palavras belas
Frases feitas de efeito
Para conquistar a massa
Quero estar ao léu
Ao vento do acaso
Nas asas da surpresa
Um inesperado puro
Quero não pensar em tudo
Fazer planos por segundo
Calcular passo por passo
Pra poder ganhar o mundo
O que quero é companhia
O que quero é poesia
Ser uma pessoa comum
Eu preciso respirar
De um céu azul pra voar
De espaço pra dançar
De pisar o chão descalço
Beber chuva, comer vento
Dormir sob a luz da lua
E uma rede na varanda
Para não pensar no tempo
Calei
Não tenho mais o que dizer
Sou o próprio silêncio
Parado na esquina
Esperando o que há de vir
Cansei
Não quero mesmo fazer nada
Inventar palavras belas
Frases feitas de efeito
Para conquistar a massa
Quero estar ao léu
Ao vento do acaso
Nas asas da surpresa
Um inesperado puro
Quero não pensar em tudo
Fazer planos por segundo
Calcular passo por passo
Pra poder ganhar o mundo
O que quero é companhia
O que quero é poesia
Ser uma pessoa comum
Eu preciso respirar
De um céu azul pra voar
De espaço pra dançar
De pisar o chão descalço
Beber chuva, comer vento
Dormir sob a luz da lua
E uma rede na varanda
Para não pensar no tempo
domingo, 27 de abril de 2008
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Mario Quintana
Os poetas não são azuis nem nada, como pensam alguns supersticiosos, nem sujeitos a ataques súbitos de levitação. O de que eles mais gostam é estar em silêncio – um silêncio que subjaz a quaisquer escapes motorísticos ou declamatórios. Um silêncio - este impoluível silêncio em que escrevo e em que tu me lês.
Mário Quintana
Mário Quintana
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Paquetá
Esta é uma paisagem da Ilha de Paquetá... Lugarzinho bucólico, lindo e pouco visitado... Se você quer ir a um lugar com essas características, vá visitar Paquetá aqui no Rio. Pegue uma barca na Praça XV e relaxe olhando a Baia de Guanabara até chegar lá...
Esta foto foi enviada pelo meu amigo e grande músico Claudio Motta.
Esta foto foi enviada pelo meu amigo e grande músico Claudio Motta.

Eu também quero ir... É mágico....
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